quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Capitulo 18


«Tu não escolhes de quem vais gostar, de quem vai ser teu amigo ou para quem vais entregar o teu coração e seu amor. Mesmo que a pessoa não mereça, tu não escolhes. Não é como panfleto de rua que tu entregas para qualquer um, mas também não é algo que tu apontas o dedo e digas “és tu e pronto”. As coisas não são assim e estão longe de o ser.»

A noite fazia-se fria. O ponteiro do relógio fazia tic-tac enquanto que o tempo passava incessantemente. Nada faria prever aquela noite, nem mesmo as Deusas, os olimpos, os Reis ou qualquer feitiçaria possível e imaginável. Tal como sabiamente se diz, “não se escolhe” nem tão pouco “se adivinha”. Mas talvez uma única coisa pode-se prever. A sabedoria. Porquê? Simples. Todo o mundo que encontramos na vida estará a enfrentar uma batalha que não conseguimos ver. Há algo que não sabemos a esse respeito e para tal é preciso sabedoria para com essas pessoas. Sempre. Apenas para o caso de no final de tudo, não trazer surpresas tal como neste caso.

- bem…eu vou-me embora que esta noite já foi longe demais… - depois de um silencio longo, Isabel ganhara coragem para se levantar do passeio ainda sem dirigir um único olhar a Javi. 

- vale. – aqueles olharem por momentos se haviam cruzado. Javi era capaz de manter-se como se momentos daqueles fizessem já parte da sua rotina mas para Isabel aquilo não passava de um incomodo. Será que ele iria contar a todo mundo que ela passara o Natal sozinha? Aquilo era tão impensável que sentia todo o seu estômago às voltas. Simplesmente…era horrível e desejava nunca mais se lembrar daquela noite. Mas…será? Será que a melhor solução passaria pelo esquecimento de algo invulgar e diferente? O telemóvel de Javi tocou. Algo a fez despertar daquele transe e ficou a observa-lo a tira-lo do bolso.

- sí? – Isabel poderia distinguir uns certos ruídos provenientes do outro lado da linha. Algo que fez com que Javi ficasse com uma expressão brutalmente dura. – qué? Qué dices? – num ápice, Javi levantara-se deixando Isabel com o ouvido bem atento para tentar perceber o que se passava. – como? Quando? E… - Alguém o tentava interromper. Parecia ser voz de uma mulher – não é possível! – gritava em surdina já exasperado. – eu vou já para aí! – com brusquidão, Javi desliga a chamada e naquele instante parecia um pouco perdido. 

- Estás bem? – perguntara Isabel com relutância.

- a minha irmã desapareceu… - Aquilo parecia mais uma espécie de desabafo do que propriamente uma resposta à pergunta dela. Mesmo assim, não deixara de se arrepiar ao ouvi-lo. 

- Dios… - sussurrou Isabel.

Ainda atarantado, Javi começa a andar de um lado para o outro. Estava visivelmente nervoso mas havia algo no seu rosto que era totalmente desconhecido, pelo menos para ela. O medo. Havia medo nas suas feições, como se pela primeira vez as coisas estivessem fora do seu controlo. Como se não pudesse fazer nada para resolver. Ganhando alento, Javi começa a caminhar até junto da sua mota, subindo para cima desta. Era bem notável o quanto estava fora de si.

- Hei, espera! – gritou Isabel – eu levo-te, nem penses que vais de mota! – depressa se juntou a ele quase como impedi-lo de sair dali. Como se, naquele instante, andar de mota, representasse o meu maior perigo. 

- sai da minha frente Isabel!

- não! tu és louco? Nem penses que vais na mota muito menos nesse estado!

- já disse para me saíres da frente! – gritou-lhe.

- e eu já disse que não! 

- sai!!

- Não! – berrou – queres também tu desaparecer é? É que nesse estado é o provável que te aconteça!

- não me interessa o que me vai acontecer, quero simplesmente que saias da minha frente! E juro que se não o fizeres eu passo-te por cima!

- então passa! – ripostou – queres passar? Passa! – aproveitando um lapso de distracção, Isabel tira as chaves da mota. – Eu já disse que te dava boleia… - de um jeito mais calmo, Isabel estava determinada deixando-o sem outro opção.

~


Bruscamente, Javi entra pela porta da sua antiga casa, pouco se importando com o resto. Deparou-se de imediato com a sua mãe sentada junto ao sofá juntamente com um grupo de homens.

- onde está a Melissa? – disparou. Roberta, levantara-se mostrando o quanto estava visivelmente abalada e perturbada.

- oh Javi…nós não sabemos dela… 

- e porque só soube agora, porquê? – gritou exasperado – tava à espera que algo de pior acontecesse para me contar?

- calma filho…nós pensávamos que ela tinha fugido para a casa de uma das suas amigas como costuma fazer ultimamente…esperamos mas ninguém sabe dela – Roberta começou aos soluços – e nem tão pouco parou em casa de nenhuma das suas amigas…

- como é possível que isso tenha acontecido? – acusou num murmuro 

- não sei! Não sei…a policia está a fazer os possíveis para que possamos encontra-la! 

- ah Joder! – exasperou virando costas. Disparado, Javi sobe as escadas num lanço parando no quarto da sua irmã. Ela não poderia simplesmente desaparecer pois Melissa não era assim. Sempre fora mais responsável do que ele mesmo, era uma rapariga calma, meiga…não ia fugir assim, do nada. Ficou a olhar para todos os cantos quase como à procura de algo que lhe desse uma pista de onde ela estava. Uma carta? Uma fotografia? Peça de roupa? Abriu o armário e a roupa estava intacta. Basculhou e nada…nada fazia prever onde estava a sua irmã. O tempo ia passando e os nervos acumulavam de tal forma em si deixando-o tenso. Acabou mesmo por se sentar na cama. Javi não podia perder a sua irmã, a sua pequenita. Começou a sentir remorsos do pouco tempo que lhe dedicava, a escassa atenção que um irmão mais velho deveria proporcionar-lhe e mesmo a protecção que deveria estar inabalável. Ele tinha falhado, tinha de admitir isso mesmo que lhe custasse. 



Isabel ficara petrificada à porta daquela casa sem saber se entrava ou ia embora. Reparou no carro da polícia que estava à porta e pensou que estariam todos concentrados em encontrar o paradeiro de Melissa. Voltou a pensar nos últimos minutos que vivera. Aquela noite estava a ser terrivelmente inesperada para si e nada faria prever um desfecho daqueles. Voltou a reparar na fachada da casa e percebeu que era grande. Jardim bem arranjado, as luzes que ofuscavam as paredes, os carros de bom porte juntamente com as camaras de vigilância que a casa tinha. Javi era rico? Será? Uma coisa que contrastava com ele. Nada faria prever que fosse uma pessoa com bons portes mas para ter a polícia particular em sua casa, era a prova disso. 
Decidida a não pensar nesses pormenores, resolvera entrar. Não estava ninguém naquela sala ampla mas conseguia distinguir vozes que provinham de uma outra divisão da casa. Ficou a mirar ao seu redor e encontrou uma fotografia de uma rapariga nova. Pela aparência, pelo sorriso ou mesmo através dos olhos parecidos com Javi, conseguiu decifrar que seria Melissa. 

- o que deseja? – uma voz fê-la sobressaltar. Olhou na sua frente deparando-se com uma senhora que deveria ter os seus sessenta anos. 

- ah…eu…eu dei boleia ao Javi e…queria saber como ele estava! – respondeu de um jeito um tão pouco atrapalhado.

- hum, estou a ver… - aquela senhora olhava-a de um jeito intrigante. Parecia estar a observa-la com maior detalhe – disse que lhe deu boleia foi?

- sim…ele queria vir de mota mas achei que não estava nas melhores condições de conduzir. – um sorriso surgiu no rosto daquela senhora.

- é namorada dele? – perguntou 

- ah, não! – apressou-se Isabel a corrigi-la – eu sou apenas…conhecida.

- quer qualquer coisa para tomar? 

- agradeço mas não preciso… - agradeceu amavelmente – eu só queria saber como estavam um pouco as coisas e também já tenho de ir embora!

- oh…está tudo numa lastima! Ninguém sabe por onde anda a menina Melissa. Desapareceu desde a hora do almoço e ainda não apareceu. Só espero que nada de mal lhe aconteça!

- e não há de acontecer! Temos de ter esperanças e que a policia saiba fazer o seu trabalho!

- pois é…ter esperança. É o que nos resta… - um certo silencio , um pouco desconfortável, havia surgido – como é que se chama?

- eu? Ah…Isabel!

- Isabel, se quiseres o Javi está lá em cima, podes ir ter com ele.

- eu tenho que ir embora. Também este momento é de família e não quero estar a intrometer…o Javi provavelmente que quer estar sozinho!

- oh não precisas de ter vergonha! Estamos todos num momento difícil mas também precisamos de um pouco de carinho. E quanto mais o meu neto Javi…vá, podes subir! É o primeiro quarto em frente. – Aquela senhora tinha um modo tão simpático que Isabel ficara a mira-la um pouco. Fazia-a lembrar de alguma maneira, a sua avó. No fundo todas elas eram parecidas em especial na forma como gostavam de tratar dos netos. Incentivada pelo gesto dela, Isabel subiu ainda que fosse de um jeito acanhado. Estava numa casa estranha e num ambiente sufocador. Assim que se deparou com a primeira porta, reparou que estava entreaberta e decidira espreitar. Era o quarto de Melissa e prova disso era a decoração tipicamente de adolescente. Mas não fora a decoração que fez cativar toda a sua atenção mas sim algo que a deixou sem reacção. Sorrateiramente, entrou dentro do quarto e aproximou-se do cadeirão, onde Javi estava deitado e a dormir. Tinha preso debaixo do seu braço um peluche grande e Isabel ficou a mira-lo atentamente. Aquele momento estava a ser estranho e aniquilante pois jamais esperaria vê-lo numa situação daquelas. Mas afinal…quem era ele? quem era aquele rapaz que não suportava mas que conseguia surpreende-la com atitudes imagináveis? Quem era afinal Javi? 


~


Isabel não conseguia dormir. Voltas e voltas na cama e nenhuma suficiente para fazer sossegar o seu coração. Naquele momento sentia-se perdida a olhar para o tecto. Aquela casa vazia deixava-a inquieta e a pensar em tudo e mais alguma coisa. Pensava na discussão que tivera com a sua avó, no facto de passar a consoada na rua, de ter encontrado Javi e de partilhar a noite com ele, o desaparecimento da sua irmã…tudo aquilo era mais do que suficiente para a deixar inquieta. Tentava pensar que tudo iria ficar bem mas assim que fechava os olhos, era invadida por lembranças tenebrosas. As discussões…tudo. Acabou por suspirar e, sem pensar bem, levantou-se. Pegou no telemóvel e reparou que passava um pouco das três da manhã. Ainda perdeu um pouco de tempo a olhar apenas para o ecrã mas quando deu por si, já a chamada se fazia ouvir. Tocou e tocou mas parou no atendedor de chamadas. 

Hola Javi…desculpa estar a ligar a estas horas mas gostava de saber como estão as coisas e se a tua irmã já apareceu…bem…era apenas isso. Adíos.

E assim desligou o telefone acabando por se deitar na cama. Aquela noite parecia não ter mesmo um fim e no seu pensamento, só desejava puder esquecer tudo o que acontecera.



~


Javi permanecia no jardim apesar do frio que se fazia sentir. Sentia a cabeça à roda com aqueles acontecimentos todos, o facto de ter a irmã desaparecida, o ambiente estranho que se fazia sentir naquela casa e a própria relação entre si e o seu pai que se mantinha a mesma. Afastados e sem se falarem. No fundo acabava por ser um estranho numa casa que já foi sua. Num lar que o vira crescer. E, à medida que o tempo passava, mais sentia que não pertencia àquele lugar.
Mas naquele momento o mais importante não passava por isso mas sim por encontrar a sua irmã. Por onde ela andava? Será que a tinham raptado? Ou simplesmente saíra de casa? Sentiu um calafrio só de pensar na possibilidade de algo de mal lhe acontecer. Não a ela…não à sua pequenina. Acabou por encostar a cabeça à cadeira quando ouviu um alvoroço vindo de casa. Precipitou o seu olhar até lá e fora os gritos de sua mãe que o fez saltar e correr. Mal chegara à sala deparou-se com toda a gente de volta da sua irmã. Um enorme alivio trespassou-lhe e naquele instante só a queria abraçar…finalmente ali estava sã e salva para grande alivio e tranquilidade de Javi.



~


- Mas eu já disse que foi isso que aconteceu!

- pois mas eu não acredito. Os pais até podem ter acreditado mas duvido que te tenhas perdido…eu conheço bem aquela zona e apesar de ser perigosa tens bem como chegar a casa cedo. – um silencio imperou naquele quarto. Apenas restavam Javi e Melissa que permaneciam sentados sobre a cama. Enquanto ele a olhava piedosamente, ela apenas desviava o olhar, olhando para o chão.

- tu vais gozar comigo se eu contar…

- porque haveria de gozar contigo?

- porque toda a gente o faz! – respondeu de uma forma de como aquilo fosse o normal e esperado.

- pois mas eu não sou toda a gente. Eu sou o teu irmão!

- tens a certeza…prometes que não gozas nem resmungas comigo?

- tenho! Então…o que se passa?

- na minha turma…as raparigas gostam todas de se mostrar. São giras, populares, enfim…toda a gente gosta de ser como elas. Ali ninguém anda ou gasta de se misturar com pessoas como eu. O que é que sou ali? Passo bem despercebida e não sou popular. Então…comecei a andar sozinha a maior parte do tempo. Almoçava, lanchava…tudo sozinha. Só que há uns tempos para cá juntei-me a elas só que para me aceitarem no seu grupo eu tinha de ser como elas. Tentei mudar os penteados, as roupas, os cadernos…comecei a ser amiga delas. Tínhamos combinado que no dia de hoje iriamos para o parque junto ao rio e todas nós tínhamos de saltar para a agua. Eu não queria porque não sabia nadar mas se eu dissesse isso iria ser gozada! Elas foram saltando e…eu fiquei para o fim. Todas gritavam para saltar só que estava com medo. Quando começaram a chamar-me de medricas é que fiquei com vergonha e saltei! Comecei a atrapalhar-me e nem sei como consegui segurar-me junto ao tronco do passadiço. Estava cheia de frio e depois acabei por trocar de roupa…Bem, depois, no final, elas foram embora de carro e como não havia lugar para mim deixaram-me sozinha. – Dito isto, Javi sentiu a sua irmã a desatar num choro inquebrável fazendo-o sentir-se como se estivesse a levar um murro. Apressou-se a abraça-la confortando-a.

- Hei muñeca, já passou! – Melissa acabou por se atirar completamente no seu colo deixando ser confortada por aqueles braços quentes e seguros.

- Desculpa Javi…

- Então? Não tens nada de pedir desculpas! Tu não tens culpa que elas sejam anormais e te tenham magoado. – Apesar da suavidade com a qual falava para a sua irmã, Javi sentia uma enorme cólera a crescer dentro de si, ao tentar imaginar o que aquelas miúdas tinham feito a ela.

- prometes que não contas nada aos pais? Por favor eu não quero que eles saibam! – Javi olhou-a e por mais vontade que sentisse em fazer justiça pelo que estava a acontecer a Melissa, sabia que tinha de guardar para si, ainda para mais observando a cara de pânico dela. E, verdade seja dita, não conseguia idealizar os seus pais a resolver aquela situação acabando com ele de vez.

- não te preocupes…eu não conto nada aos pais.

- prometes? – sussurrou com as lagrimas a escorregarem pelo seu rosto delicado.

- prometo.

- obrigada… - Melissa abraça-o.

- Mas Melissa, eu vou pedir-te uma coisa. Tu tens que te afastar dessas miúdas! Elas fazem-te mal e além disso tu não és como elas, nem de longe. Não voltes a dizer que és uma rapariga vulgar porque és melhor que elas todas, és linda e uma miúda maravilhosa. Não deixes que ninguém te calque, ouviste? Ninguém é superior a ti, ninguém!

- eu só queria ter os meus amigos, percebes? Eu não gosto daquela escola, não gosto da minha turma! preferia muito mais o liceu, eles não me julgavam e eram todos fixes. Eu simplesmente odeio estar lá!

- porque não falaste sobre isso?

- e o que adiantava? O pai mal pára em casa e a mãe julga que consegue fazer as coisas à maneira dela. Aqui ninguém se interessa por aquilo que eu penso…

- eu interesso-me. Tanto me interessa como me preocupo demasiado contigo!

- mas tu não estás cá! – contrapôs transportando consigo mágoa, deixando Javi impávido. 

- eu não posso viver aqui mas isso não invalida o facto de seres minha irmã e de me preocupar contigo!

- era tudo mais fácil se estivesses aqui…

- Tu sabes como as coisas são…e que não depende só de mim em viver cá.

- já te vais embora? – perguntou depois de um breve silêncio.

- daqui a pouco sim. Hoje foi um dia muito longo. E também acho que está na hora de te deitares, não achas? Precisas de dormir e esquecer este dia.

- vale… - Javi ajudou-a a desfazer a cama e depressa Melissa se deitou por baixo dos cobertores, mostrando quanto era visível o cansaço que sentia. – Javi?

- hum..

- posso pedir-te uma coisa? Tipo uma prenda de Natal?

- tudo o que quiseres.

- tens a certeza?

- tenho.

- dormes comigo esta noite? – Javi olhou-a mostrando quanto era visível a surpresa por aquele pedido inesperado. Mas como poderia ele recusar aquele pedido, ainda para mais, vindo dela? Sem conseguir dizer mais nada, apenas sorriu beijando-lhe a testa. Em questão de minutos, Melissa caiu num sono profundo envolta nos braços do seu irmão. Ainda que também tentasse combater contra isso, também Javi se deixou levar por todo o cansaço que sentia acumulado em si e que nem se apercebera disso, acabando por adormecer. Mas, ainda antes de fechar os olhos, deixou que a sua mente vagueasse pelo dia que tivera deixando-o a pensar no quanto tinha sido tudo impensável de acontecer.

~

A campainha tocou. Várias vezes tocava mas mesmo assim sentia um enorme peso na sua cabeça impedindo-a de se levantar. No fundo, não queria sequer acordar. Isabel podia contar as horas em que esteve acordada durante a noite e no quanto lamentava por aquele barulho a ter despertado. Mas quem quer que fosse, persistia e então, viu-se obrigada a levantar-se e seguir até à porta. Cambaleando pelos corredores, foi tentando despertar ao qual parecia uma tarefa impossível. 

- já vai… - com uma mão apoiada na parede e a outra na porta, conseguiu abri-la. A surpresa não podia ser maior ao deparar-se com aquelas duas pessoas na sua frente, tão bem conhecidas para si.

- o que fazem aqui?

***

Pois é, eu sei que demoro muito tempo a publicar capitulos mas tem sido muito dificil para mim conseguir escrever por diversos motivos! fui conseguindo escrever este enquanto andava de comboio a caminho da universidade ou mesmo nos intervalos. Não sei quando conseguirei deixar um outro capitulo, os meus planos estão bem apertados e por isso não posso prometer nada, com muita pena minha! :( 
mas espero que tenham gostado deste capitulo e eu prometo que as coisas irão mudar ( acho que começam a perceber um pouco isso). Só tive a pequena impressão que não gostaram muito da mudança do rumo, em especial pelo vosso feedback no ultimo capitulo que diminuiu um pouco! por isso peço, SE NÃO ESTIVEREM A GOSTAR DO RUMO, DIGAM! é sempre importante saber a vossa opinião! :)
bem, vou deixar-vos e obrigada a todas as leitoras que ainda têm paciencia para seguir as minhas histórias!
beijos
Diana Ferreira


7 comentários:

  1. Olá!
    Primeiro de tudo tenho de te agradecer porque eu já tinha lido no mínimo 75% do capítulo. Ainda assim reli cada linha, cada palavra, cada letra porque delicia-me poder ler-te principalmente porque estava uma bomba de stress por causa do atraso do comboio.
    Foi realmente intenso. Ler tudo de uma vez é outra emoção.
    Logo no início aquela faceta imperativa da Isabel, que à sua maneira protegeu o Javi sem se perceber muito bem disso.
    E finalmente ela viu aquela parte do Javi que apenas ela ainda não conhecia: o Javi protetor, o Javi com medo, o Javi sem controlo no que se está a passar à sua volta, completamente refém dos acasos da vida. Acho que a partir de agora ela nunca mais o olhará da mesma forma!
    E eu estou ansiosa por saber a reação do Javi quando ouvir a mensagem que a Isabel lhe deixou! Ele também mudou a forma de a ver nesta noite de natal. Realmente há magia!
    E agora aposto um cap da Give em como são os avós da Isabel (ou os pais, mas acho que são mesmo os avós) que estão ali, à procura da reconciliação, não imaginando sequer como foi a noite de consoada da neta! Estou desiludida com eles, confesso... Não esperava que deixassem a neta sair daquela maneira da mansão, condenando-a a passar a pior noite de natal da vida dela, completamente sozinha. A forma como eles não percebem que ela se sente verdadeiramente deslocada dentro da família é surreal! No me gusta!!
    E agora espero o próximo, demore o tempo que demorar. Sou paciente ;-)

    Besazo
    Ana Santos

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  2. Era para ter ido dormir, mas vi que tinhas postado e decidi adiar o descanso. Fiquei tão feliz! Não ia conseguir dormir sem ler tudo! Mas já não fui capaz de comentar.
    Isto tudo para dizer que... ADOREI!!!
    Tinha tantas saudades do Javi e da Isabel!
    O momento do peluche... foi tãooooo especial! Ela começou a vê-lo de outra maneira e isso é tão bom!
    E ficou preocupada! Isto está a mudar e eu estou a adorar!
    Achei a história do desaparecimento da irmã do Javi muito bem contada e formada. Adorei vê-lo no papel de irmão mais velho. Adorava que ele fosse meu irmão mais velho (Lol Não que me queixe da minha xD).
    Quanto àquelas duas pessoas que apareceram na casa de Isabel... Eu pensei que fossem os pais dela a fazer-lhe uma surpresa, mas depois... ela tem uma irmã, não tem? Se calhar deviam ser três a visitar, por isso fiquei na mesma sem saber quem a foi visitar. Estou curiosa!
    Próximo! (Demore o tempo que demorar, não vou arredar pé daqui! xD Adoro demais isto para desistir. Nunca! ;) ).
    Beijkinhas!

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  3. Olá:
    Se não estou a gostar??? Eu estou a adorar. Lindo capitulo.
    Parece-me que estes meninos ainda vão demorar a ceder, mas estou mortinha para que eles se entendam.
    Não sei se o que vai acontecer mas eu só quero mais ;)
    Beijinhos.

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  4. Estou a adorar a tua história! Sem dúvida que escreves muitíssimo bem! :) Publica rápido!!!
    Beijinhos,

    Nids :)

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  5. Para quando um novo capitulo? Estou a adorar a história! Continua, por favor. Já lá vão 3 meses!

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  6. Olá querida,
    Estou a adorar a tua história, continua! Quando voltas a publicar?
    Beijinhos
    Nids

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